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Mel de Sidr, mel branco e mel de nigela: quais as diferenças?

Três méis raros, três origens, três perfis. Eis as diferenças factuais entre o Mel de Sidr do Iémen, o Mel Branco do Quirguistão e o Mel de Nigela do Egito, e como escolher pelo gosto ou para oferecer.

3 min de leitura Por Maud
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Mel de Sidr, mel branco e mel de nigela: quais as diferenças?

Três méis, três mundos, três momentos. O Mel de Sidr do Iémen (açofeifa) vem do deserto; o Mel Branco do Quirguistão vem dos planaltos de altitude; o Mel de Nigela do Egito vem do delta do Nilo. Estas três origens compõem o nosso Conjunto Ritual e reúnem no mesmo estojo três perfis de prova que não se sobrepõem. Eis o que os distingue e como escolher aquele que lhe assenta.

A tabela comparativa

Critério Mel de Sidr do Iémen Mel Branco do Quirguistão Mel de Nigela do Egito
Origem Hadramaute Tian Shan, 2200-3000 m Delta do Nilo
Botânica Ziziphus spina-christi Onobrychis viciifolia Nigella sativa
Floração Out. a nov. Junho a agosto Fev. a março
Cor Âmbar acaju Marfim cremoso Âmbar dourado a castanho
Textura Densa, untuosa Cremosa fina Densa
Aromas Amadeirado e resinoso Floral com nota láctea Especiado e acaramelado
Preço 47 € 26,90 € 26,90 €
Conjunto Ritual da Graines de Pèlerins com Mel de Sidr do Iémen, Mel Branco do Quirguistão e Mel de Nigela do Egito no estojo da Casa
Conjunto RitualTrês méis raros reunidos no mesmo estojo · 74,90 €.
I.

Origens: três regiões do mundo

O mel de Sidr do Iémen nasce nos vales semidesérticos do Hadramaute, no sudeste do Iémen, na floração de outubro e novembro. O Mel Branco nasce nos planaltos do Tian Shan quirguiz, entre 2 200 e 3 000 metros de altitude, no vale de Naryn, antes de a neve fechar as encostas em setembro. A Nigela nasce do delta do Nilo egípcio, durante a curta floração da Nigella sativa em fevereiro e março. O nosso artigo sobre as regiões produtoras conta cada uma em detalhe.

II.

Perfis de prova comparados

O mel de Sidr do Iémen abre em notas amadeiradas e resinosas, com um amargor nobre e um final longo. É o perfil mais complexo, o que pede um palato já treinado para se apreciar a fundo. O Mel Branco é todo doçura cremosa, floral com nota láctea: agrada a toda a gente, sem risco de surpresa. A Nigela arranca num ataque especiado, corpo acaramelado e final amadeirado: o perfil mais distintivo, o que surpreende sempre.

Três méis raros, três memórias de sabor. Nenhum se parece com o outro: é isso que os torna insubstituíveis.

O princípio da Graines de Pèlerins
III.

Que mel para que momento

De manhã, antes da primeira bebida: os três, um a seguir ao outro, para explorar. Com um chá preto Earl Grey ou Lapsang Souchong: mel de Sidr do Iémen. Com um chá verde delicado ou um chá branco: Mel Branco do Quirguistão. Com um café arábica: Mel de Nigela do Egito, em que o contraste especiado e amadeirado cria uma explosão aromática. Com queijo: mel de Sidr com queijo azul, Nigela com Comté, Branco com queijo fresco de cabra. Num iogurte grego: Mel Branco, cuja textura cremosa encontra ali a sua melhor harmonização.

IV.

Como provar os três

Para comparar a fundo, organize uma prova horizontal: três colheres de chá, três copos de água para lavar a boca entre cada um, um prato neutro (pão de massa lêveda ou bolacha de água e sal). Comece pelo Mel Branco, o mais delicado, para não saturar o palato. Depois o mel de Sidr do Iémen, de perfil intermédio. Termine pela Nigela, a mais intensa. Esta ordem deixa cada perfil exprimir-se por inteiro.

Conjunto Ritual aberto com os três méis raros, Sidr do Iémen, Branco do Quirguistão e Nigela do Egito

Conjunto · Os 3 reunidos

Conjunto Ritual 74,90 €

Mel de Sidr do Iémen, Mel Branco do Quirguistão, Mel de Nigela do Egito. Três mundos aromáticos reunidos no mesmo estojo, com três colheres de madeira para a prova comparativa.

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Fontes & Referências

  1. Al-Khalifa M. & Al-Arifi A. Ziziphus spina-christi: physico-chemical characterization. Saudi J Biol Sci, 2007.
  2. Mavromoustakos T. et al. Onobrychis viciifolia botanical profile. Apidologie, 2014.
  3. Aboubakr H.A. et al. Nigella sativa: traditional uses. Asian Pacific J Trop Biomed, 2017.

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Autor · Journal des Pèlerins

Maud

Informações sobre sabores, formatos e composição para ajudar a escolher.

Informação editorial. O conteúdo deste artigo é estritamente informativo, cultural e sensorial. Descreve a origem geográfica, a composição botânica, o perfil aromático e os usos tradicionais dos méis raros. Não constitui parecer médico, diagnóstico nem indicação de tratamento. O mel é um género alimentício. Em caso de dúvida clínica, consultar um profissional qualificado. Em conformidade com o Regulamento (CE) n.º 1924/2006.

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