Como escolher mel? Cinco verificações antes de comprar

Escolher um bom mel devia ser simples. E é, desde que se saiba o que olhar. Cinco critérios chegam para distinguir um mel raro e artesanal de um mel industrial. Cinco reflexos a ganhar diante de uma prateleira ou de uma loja online, e que transformam a decisão de compra num gesto de conhecedor. Eis o método.
Índice
Como escolher bem o seu mel

O critério número 1: o mel cru
Um mel cru nunca foi aquecido acima de 35°C. A pasteurização industrial destrói os aromas subtis e faz o mel perder a sua assinatura aromática. Os melhores méis do mundo são todos crus. Procure as menções «cru», «não aquecido», «não pasteurizado», «não filtrado». Indicam uma produção que preserva as qualidades sensoriais de origem.
A origem precisa e o terroir
Um mel de eleição vem de uma região precisa, por vezes de um só vale: é o que se chama terroir, o lugar e o clima de onde vem um mel. O Mel de Sidr do Iémen (açofeifa) vem dos vales do Hadramaute. O mel branco de altitude vem dos planaltos do Tian Shan. O mel de nigela (cominho-preto) vem do delta do Nilo, no Egito. O rótulo deve indicar o país e, de preferência, a região, o nome do apicultor ou da cooperativa. A menção «mistura de méis UE e não UE» é um sinal de alarme: estamos perante um lote industrial.
Monofloral documentado
Um mel monofloral vem maioritariamente de uma só flor. O mel de acácia, o de Sidr, o de esparceta e o de tília são todos monoflorais. A assinatura aromática é nítida e reconhecível. Um mel de várias flores (multifloral) é menos distintivo. Um mel monofloral documentado por análise polínica confirma a identidade floral anunciada.
A textura na colher
Teste simples: mergulhe uma colher no frasco, retire-a e incline-a. Um mel cru é espesso. Escorre devagar, num fio contínuo, quase de xarope. Um mel industrial ou diluído é muito fluido. A textura muda de mel para mel: o de nigela é mais fluido, o de Sidr é denso, o mel branco de altitude é cremoso, mas nenhum bom mel é totalmente líquido a frio.
Número de lote e data de colheita
Um produtor sério indica o número de lote e a data (ou o ano) de colheita em cada frasco. É o que torna a rastreabilidade possível. Nos nossos frascos, cada lote tem o seu identificador único. A nossa abordagem de análises e rastreabilidade documenta essa transparência.
Cinco critérios. Trinta segundos de atenção. Uma vida de provas diferente.
O princípio da Graines de PèlerinsEscolher pela intensidade organolética
A nossa seleção cobre as quatro grandes famílias de intensidade. O perfil suave, floral e de nota láctea do Mel Branco do Quirguistão (esparceta), ideal para começar. O perfil floral e frutado do Mel de Rosas da Rússia (Aromiel), um mel de acácia com rosa brava, de cor rosada inconfundível. O perfil amadeirado e resinoso do Mel de Sidr do Iémen, para quem já tem o palato treinado. O perfil especiado e acaramelado do Mel de Nigela do Egito, para quem procura sabores fora do comum.

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Prefira as casas que praticam a rastreabilidade documental e publicam as suas análises. A nossa coleção de méis raros reúne quatro origens de eleição (Iémen, Egito, Quirguistão, Rússia), cada uma rastreada, documentada e analisada.
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Fontes & Referências
- EU Council Directive 2001/110/EC. Honey quality definitions. eur-lex.europa.eu
- Bogdanov S. et al. Honey quality and international regulatory standards. Apidologie, 2009.
- ANSES. Recommandations sur les miels. anses.fr
Informação editorial. O conteúdo deste artigo é estritamente informativo, cultural e sensorial. Descreve a origem geográfica, a composição botânica, o perfil aromático e os usos tradicionais dos méis raros. Não constitui parecer médico, diagnóstico nem indicação de tratamento. O mel é um género alimentício. Em caso de dúvida clínica, consultar um profissional qualificado. Em conformidade com o Regulamento (CE) n.º 1924/2006.
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