Como reconhecer mel de nigela verdadeiro (e evitar imitações)
5 critérios factuais para distinguir um mel de nigela monofloral de uma mistura aromatizada. Cor, textura, sabor, preço, origem, mais 2 testes que pode fazer em casa.

Habba sawda, a «semente preta», entrou no vocabulário do mel de gama alta. Mas por trás da designação encontram-se muitas vezes produtos que nada têm de verdadeiro: misturas aromatizadas, corantes artificiais, origens falsas. Cinco testes visuais, olfativos e táteis chegam, no entanto, para separar um verdadeiro mel de nigela do Egito (cominho-preto) de uma imitação. Eis o método para fazer em casa, em cinco minutos.
Índice
Reconhecer mel de nigela verdadeiro

Verificar o rótulo
A origem deve estar indicada: Egito, delta do Nilo em concreto. A menção monofloral Nigella sativa tem de aparecer. O número de lote e a data de colheita são indispensáveis. Existem outras origens (Índia, Paquistão, Senegal), mas dão perfis diferentes; para falar de habba sawda na tradição egípcia, é o delta do Nilo que se procura no rótulo.
Observar a cor
Do âmbar dourado ao castanho-acaju, nunca branco, nunca transparente, nunca amarelo fluorescente. A nigela dá ao mel a sua cor escura de assinatura, e é essa assinatura que se procura à luz do dia, num copo transparente.
Testar a textura na colher
Mergulhe uma colher no frasco, retire-a e incline-a. Um mel de nigela verdadeiro escorre devagar, num fio contínuo, denso, quase de xarope. Um falso mel de nigela é demasiado fluido: é muitas vezes sinal de diluição ou de xarope acrescentado.
Avaliar o perfil aromático
Uma colher de chá, na língua, devagar. O ataque deve ser especiado: é a assinatura da nigela. Segue-se o corpo acaramelado e depois o final amadeirado toma conta. Se o sabor for apenas floral, sem especiaria, não é uma nigela verdadeira: é um mel multifloral disfarçado.
Pedir a análise polínica
O único teste científico que autentica em definitivo um mel monofloral é a análise polínica: o estudo dos pólenes contidos no mel. Uma casa séria documenta essa análise para cada lote. Se compra um mel raro e não consegue obter essa documentação, é um sinal. A nossa abordagem explica em detalhe como rastreamos cada frasco.
O mel de nigela não se resume a um nome: reconhece-se pelo final na boca.
O princípio da Graines de PèlerinsHabba sawda: mel ou óleo de nigela
Três produtos diferentes andam com nomes próximos. Habba sawda («semente preta» em árabe) designa as próprias sementes de Nigella sativa. O óleo de nigela extrai-se por pressão dessas sementes. O mel de nigela é feito pelas abelhas a partir das flores de nigela: néctar transformado, não uma extração. Três usos diferentes, o mesmo nome de planta de origem.
As 5 falsificações mais correntes
Mel multifloral aromatizado com óleo de nigela: um mel vulgar com óleo de nigela acrescentado, para criar um sabor aproximado. Legal, mas enganador.
Mel corado artificialmente: para se parecer com a cor âmbar escura.
Mel de origem duvidosa: rótulo «mel de nigela» sem precisão geográfica nem análise polínica.
Falso monofloral: mistura de várias flores com uma parte pequena de nigela, vendida como monofloral.
Xarope de glicose corado: caso extremo, sem nenhuma autenticidade.

Egito · Delta do Nilo
Mel de Nigela do Egito 26,90 €
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Fontes & Referências
- EU Council Directive 2001/110/EC. Honey definitions for monofloral labeling.
- International Honey Commission. Harmonised Methods of Melissopalynology. ihc-platform.net
- ANSES. Avis sur les méthodes d'authentification des miels. anses.fr
O mel deste artigo
Mel de Nigela do Egito
Monofloral de Nigella sativa, castanho-acaju, denso, com uma ponta apimentada no final. Recolhido no delta do Nilo.
Descobrir o Mel de Nigela →No mesmo espírito: Habba sawda & Mel de Nigela · Reconhecer mel falsificado
Informação editorial. O conteúdo deste artigo é estritamente informativo, cultural e sensorial. Descreve a origem geográfica, a composição botânica, o perfil aromático e os usos tradicionais dos méis raros. Não constitui parecer médico, diagnóstico nem indicação de tratamento. O mel é um género alimentício. Em caso de dúvida clínica, consultar um profissional qualificado. Em conformidade com o Regulamento (CE) n.º 1924/2006.
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